O Sucesso do A&B em Hotelaria:  a união entre conceito, gestão, gastronomia e marketing

O Sucesso do A&B em Hotelaria: a união entre conceito, gestão, gastronomia e marketing

Qual a sua estratégia de A&B?

A área de A&B nos hotéis, junto ao M.I.C.E. ( Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions) pode ser não só uma rede de segurança para períodos de baixa hospedagem, como também aquele diferencial cativante que vai impulsionar a fidelização do seu público.

Para que essa área passe a ter um papel importante e deixe de ser, como sempre, um ralo de custos nos hotéis,  é preciso construir uma profunda sinergia entre o conceito de A&B, a gestão, a gastronomia e o marketing dos pontos de venda.

Esta estratégia deve-se partir do conhecimento do público, tanto do hotel como da microrregião que o hotel se insere; do competitive set instalado e futuro nesta região, e como o hotel pode alavancar vendas abrindo-se ao público local, além do hóspede.

A partir destes conhecimentos, constrói-se um conceito que norteará a gestão, a gastronomia, a mixologia e o marketing dos pontos de venda e dará vida e movimento ao hotel, resultando em um maior e positivo impacto financeiro.

Para começar: Alimentos & Bebidas sem conceito é como um corpo sem alma…

Realizando o desenvolvimento do conceito onde será construída a experiência do cliente e todos os Brand Markers ( pontos cruciais da marca) que farão com que o ponto de venda de A&B dentro do hotel seja facilmente identificável e memorável frente aos concorrentes.

Incluso no conceito devem estar a coesão entre o espaço, o público, a operação diária e os objetivos financeiros. Isto é feito a partir da união entre arquitetura, interiores, uniformes, design gráfico e visual, comportamento e treinamento dos colaboradores, presença de padrões da bandeira hoteleira, entre outros elementos. Sendo essencial traduzir os conceitos através da gastronomia e mixologia.

Como ter um produto de sucesso: Mixologia e Gastronomia construídas a partir das orientações do Conceito, e não o inverso

A escolha do Chef e do Bartender, e de toda a equipe deve partir das orientações do conceito e não o inverso; porque quando o conceito é construído, diversas questões mercadológicas são pensadas, estudadas e organizadas criteriosamente. Caso as opções de Gastronomia e de Coquetéis não estejam profundamente enraizados no conceito, haverá ruídos na comunicação entre cliente e experiência e todo o impacto sensorial projetado será fragilizado.

É muito comum a desarmonia entre conceito e gastronomia ou mixologia acontecer quando temos um Chef ou Bartender que deseja impor seu estilo pessoal ao conceito, e acaba por desconstruir o conceito para seus objetivos pessoais. O resultado será a mudança de público e este ficará reduzido à sua afeição pessoal aquele Chef ou Bartender.

Acontecendo algo do tipo, é certeza do insucesso do conceito inicial, e de prejuízo operacional; além de colocar inúmeros empecilhos para a gestão da operação como um todo.

Incorporando estes elementos no dia a dia: a gestão como guardiã dos conceitos e orientadora do marketing e ações do hotel com o público

Depois de passarem alguns anos fechados em sí mesmos, a tendência agora é abrir toda a parte social do hotel à rua, e isso demanda um novo olhar da gestão, principalmente de pessoas, para que os colaboradores não intimidem os clientes locais, e que eles desenvolvam técnicas de diferenciação entre um hóspede e um cliente local. Este cuidado com as pessoas e com os colaboradores também são essenciais para que a gestão seja a guardiã dos conceitos iniciais e que estes conceitos não se percam na correria da operação.

Por outro lado, esse cuidado com os conceitos do hotel também devem fluir para o marketing, seja ele feito internamente ou externamente, e mais importante: se o hotel for contratar uma agência de marketing ou publicidade, é essencial educa-los primeiro sobre o hotel, sua marca ou bandeira, seus Brand Markers, etc. A fim de que a comunicação seja uníssona com o que acontece de fato dentro do hotel, e é por isso que desenvolver a área de alimentos e bebidas para além das paredes do hotel e suas conferências/eventos ou apenas o café da manhã se torna complexo e demanda uma coordenação de diversas áreas e pessoas.

É justamente devido a essa complexidade que muitos hotéis relegam o alimentos e bebidas à uma empresa terceirizada, e o mesmo acontece com os frigobares nos quartos.

Dessa forma,  trocam a possibilidade de um lucro maior pela receita fixa de um aluguel, mas a realidade em muitos casos a decisão é reduzir a demanda de trabalho gerencial, sem muito perceber que a redução de trabalho gerencial significa na redução do lucro do empreendimento.


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